segunda-feira, outubro 08, 2007

Quadradinhos

"Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos! Que a vossa bondade seja conhecida por todos. O Senhor está próximo. Por nada vos deixeis inquietar; pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em acções de graças. Então, a paz de Deus, que ultrapassa toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. De resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é respeitável, tudo o que possa ser virtude e mereça louvor, tende isso em mente. E o que aprendestes e recebestes, ouvistes de mim e vistes em mim, ponde isso em prática. Então, o Deus da paz estará convosco."
Carta aos Filipenses 4, 4-9

Às vezes precisamos de sinais visíveis que nos lembrem das invisíveis coisas importantes. Que nos lembrem a verdade, a nobreza, a justiça, a pureza, a amabilidade, o respeito, e todas as demais virtudes.


Às vezes precisamos de sinais visíveis que nos recordem as invisíveis mas concretas e correctas palavras que nos disseram. "Que a vossa bondade seja conhecida por todos." Que todos vos olhem e vejam a luz de Cristo. Que vejam em vós um exemplo.

Eu acredito nos quadradinhos. Eles não são milagreiros. Não nos dão força. Não nos dão coragem. Não nos impedem de agir incorrectamente. Não nos dizem para pararmos. Os quadradinhos nem sequer nos ajudam a ser melhores...

Mas eu acredito nos quadradinhos.

Porque sei que Deus me conhece. Porque sei que Deus sabe perfeitamente que sou fraco. Porque sei que Deus me olha como seu filho predilecto e tem em conta a minha pequenez. É na minha pequenez que Deus constroi a sua grandeza.

E os quadradinhos são só um papel. Um papel que Deus me dá todos os dias. Em branco. E todos os dias me volta a dar novo papel. E todos os dias me pede que lho entregue de volta assim mesmo. Branquinho. E que faça Ele dele o que quiser.

É um desafio e pêras. É uma confiança enorme que deposita em mim. Como se fosse eu digno de tal confiança. Como se não o tivesse eu já desapontado mil vezes.

Mas se é verdade que o eu somos dois e por isso o desafio é maior, não é menos verdade que o facto de eu sermos dois me dá uma força ainda maior para continuar a lutar.

Quero fazê-lo! Por mim, por ti, por Ele. Quero fazê-lo por Nós!