quarta-feira, dezembro 13, 2006

Às voltas com um refrão...

"Mãe? Qual é o melhor?

Este:
'Effathá dizes bem alto
meu coração começa a ceder
Ephatá repetes com voz doce
fixando meus olhos
e só ouço o teu ecoar
Abre o teu coração...
Abre o teu coração.",

ou este:
"Effathá dizes bem alto
meu coração começa a ceder
Ephatá repetes com voz doce
Teus olhos de Pai enternecem meu coração
Repetes baixinho
Abre o teu coração
Abre o teu coração"?

Ou haverá outra alternativa?
Que acrescentar?
Que mudar?
Que fazer?

Oh Mãe... Porquê eu?
Não sou capaz de fazer isto...
Sabia que eu não seria capaz...
Porque não pediste a alguém com mais jeito?
Com mais dons e talentos para fazer este hino?"

"Juan Diego partiu. Estava muito triste, porque não atingira a finalidade da sua visita. Retornando ao cume da colina, encontrou a Senhora do Céu, que o aguardava. Ele, então, suplicou-lhe que procurasse outra pessoa capaz de realizar o seu pedido, "alguém mais nobre do que eu, mais conhecido, mais estimado e mais respeitado, para que creiam nele".

A Santíssima Virgem respondeu-lhe: "Escuta, meu mais humilde filho, quero que saibas e tenhas a certeza, em teu coração, de que não me faltam servidores e mensageiros a quem eu possa oferecer a incumbência de levar o meu pensamento e a minha palavra para que se realize a minha vontade. Entretanto, é necessário, realmente, que sejas tu a transmiti-la, e que, graças a tua ajuda e intercessão, meu desejo e minha vontade venham a ser realizados."
Eu sou a Mãe de Ipalnemohuani, segundo a tradução de Jean-Pierre Rousselle. "La Dame du Ciel" ("A Senhora do Céu"), Edition Téqui, 2004.